Número de vítimas chega a 34 em Juiz de Fora e seis em Ubá, na Zona da Mata mineira, segundo Corpo de Bombeiros
Em Juiz de Fora, havia a confirmação de 30 mortes até a manhã de hoje e mais quatro (nos bairros JK, Esplanada, Monte Castelo e Costa Carvalho) no início desta tarde. Segundo o levantamento dos bombeiros, até a tarde desta quarta, foram contabilizadas outras seis mortes em Ubá (MG).
Uma sétima morte foi contabilizada indiretamente em decorrência das chuvas, por eletrocussão.
De acordo com o CBMMG, em Juiz de Fora há 400 desalojados – pessoas que, por causa dos efeitos da chuva, precisaram desocupar suas casas e se deslocaram para casa de amigos ou parentes. Já o número de desabrigados – quando as pessoas precisam de abrigo público – é de 3 mil na cidade. Outras 25 pessoas estão desaparecidas.
LEIA MAIS
Luto, esperança e cuidado com sobreviventes: os relatos de vítimas das chuvas em Juiz de Fora
Na madrugada de terça-feira, 24, Renata Silva e os três filhos ficaram soterrados após um dos deslizamentos de terra que devastaram o Parque Burnier, na Zona Leste de Juiz de Fora. A casa dela foi uma das doze destruídas pela lama que inundou a área, em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias. Um vizinho agiu rápido e ajudou no resgate, mas outros familiares, das casas ao lado, acabaram sendo soterrados.
Alguns corpos já foram encontrados, outros seguem desaparecidos. Renata se divide agora entre o cuidado com os filhos, que estão abalados, o velório de entes no cemitério e o acompanhamento das buscas por familiares.
Na manhã desta quarta-feira, 23, mais um corpo foi encontrado no Parque Burnier, subindo para oito o número de mortes confirmadas no local. Era o corpo do pai de Flávio Dutra da Silva — até a tarde de hoje, os bombeiros já haviam confirmado 40 vítimas fatais em Juiz de Fora e outras seis no município vizinho de Ubá, com dezenas de pessoas sendo buscadas por equipes de resgate sob os estragos deixados pelas chuvas.
Ao menos 25 pessoas ainda estão desaparecidas. Por um momento, o trabalho de resgate foi suspenso devido a um relato dos moradores de suspeita de nova movimentação de terra. A situação seria verificada pelos bombeiros, mas a corporação optou por aumentar a área de segurança, explica o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).


Comentários
Postar um comentário